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Indo ao shopping


O shopping tornou-se a praia de muitas cidades. Para os que, como eu, moram na região metropolitana de São Paulo, isto pode ser afirmado com muito mais propriedade. De centros de compras, os shoppings se tornaram pontos de entretenimento, lazer, cultura, informação e serviços.

Shopping: Bom ou ruim?
Seria uma certa tolice de minha parte reduzir este artigo a esta pergunta. Particularmente acho que ter um local disponível com tantas opções pode ser algo muito bom. O mais importante é saber como usá-lo para o seu benefício de e sua família.

Como devo usar o shopping?
Há uma estatística de que 85% das compras aqui no Brasil são realizadas quando se está diante dos produtos. Isto é muito comum porque os produtos na vitrine realmente chamam a nossa atenção pela beleza e a forma como são expostos. É claro que o objetivo é sempre atrair o cliente potencial para a decisão de comprar o produto. Então você deve ficar esperto para saber porque está indo ao shopping, se para comprar ou para ir ao cinema. Eu não vejo que seja um problema tão grave comprar um produto ou serviço que não estava programado, quando você foi ao shopping. Mas se isto se tornar um padrão, então é bom avaliar se a ida regular ao shopping está fazendo bem ou mal para você e seu bolso. No fundo, trata-se de uma questão de disciplina. Se você perceber que não tem disciplina para tomar as decisões certas na hora certa, porque se expor ao risco constante? Talvez seja melhor evitar.

Quais os aspectos positivos do shopping?
Eu acho que a variedade de produtos e preços é algo muito bom. Você pode pesquisar os preços dos produtos que necessita adquirir sem grandes deslocamentos. Também há a possibilidade de adquirir produtos com preços promocionais. Mas é necessário pesquisar e comparar preço e qualidade.
Em tempos de insegurança, é claro que este item também tem o seu peso na decisão do consumidor em ir ao shopping.

Quais os aspectos negativos?
Penso que se resume à maneira como você o usa. Ou seja, depende muito mais de você do que do local propriamente dito. Se você o vir como um grande templo de consumo, onde todos os seus sonhos se realizam, você estará numa trilha perigosa. Mas se fizer bom uso, como orientamos acima, os potenciais fatores negativos serão afastados.

E as crianças, o que fazer?
Aqui a coisa funciona um pouco diferente do supermercado. Primeiro é necessário saber o que você vai fazer no shopping. Se você é casado(a) e vai fazer comprar para si, é melhor deixar as crianças em casa. Neste caso, elas tenderão mais a atrapalhar do que a ajudar. É evidente que, se as compras forem para as próprias crianças, talvez a presença delas será necessária, principalmente no caso de vestuário. Isto também acontece se for para lazer. Nestes casos é sempre bom conversar com elas antes de sair de casa, estabelecer com a maior clareza possível o objetivo da ida ao shopping para evitar surpresas desagradáveis. Faça sempre das crianças aliados e busque sempre oportunidades para educá-las financeiramente.

Como estabeleço o valor do shopping no orçamento?
Aqui também a coisa funciona de forma um pouco diferente do supermercado, pois no shopping você pode adquirir uma gama mais ampla produtos e serviços. Por isso você deve separar cada uma de suas compras de acordo com a categoria. Por exemplo, roupas e caçados irão para o item vestuário, o cinema irá para o item lazer, e a máquina de lavar para o item moradia.
Sucesso!

Conselho para decisões financeiras II

Onde devemos buscar conselhos para nossas decisões quanto ao uso do dinheiro? Bíblia

Em Salmos 119.98-100, temos a seguinte declaração:
Os teus mandamentos me tornam mais sábio que os meus inimigos, porquanto estão sempre comigo. Tenho mais discernimento que todos os meus mestres, pois medito nos teus testemunhos. Tenho mais entendimento que os anciãos, pois obedeço aos teus preceitos.

A Bíblia é, por excelência, a Palavra de Deus, e através de seus conselhos infalíveis podemos nortear nossas decisões de maneira aprovada por Deus. Portanto, se há diretrizes claras na Bíblia quanto à questões financeiras, elas devem ser seguidas. É impressionante notar como a Palavra de Deus pode nos dar mais discernimento que nossos mestres e mais entendimento que pessoas de idade mais avançada.

Como conseqüência, nossa busca por conselho nos leva ao próprio Deus. O sábio nos diz: “Pois o SENHOR é quem dá sabedoria; de sua boca procedem o conhecimento e o discernimento. Ele reserva a sensatez para o justo; como um escudo protege quem anda com integridade,” (Pv 2.6-7). Esta idéia é reiterada por Tiago quando declara: “Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida.”(Tg 1.5). Portanto nossa intimidade com Deus, através do conhecimento de sua Palavra e uma vida de oração são elementos essenciais para a tomada de decisões quanto à administração do dinheiro.

Pessoas Qualificadas
Provérbios nos aconselha a procurar pessoas qualificadas para busca de orientação segura e pautada nas diretrizes bíblicas: “Os planos fracassam por falta de conselho, mas são bem-sucedidos quando há muitos conselheiros.” (15.22). Isto parece ser bem razoável, pois Deus propiciou pessoas com as mais diversas qualificações, talentos e dons para que possamos nos aconselhar. Neste ponto é importante entender que o conselheiro deve possuir uma vida piedosa, ou seja, buscar constantemente uma intimidade com Deus, ao mesmo tempo que conhece os princípios bíblicos sobre gerenciamento do dinheiro e ainda é desejável que tenha conhecimento prático na área de finanças.

Para os que são casados, deve-se buscar sempre o conselho do seu cônjuge, visto que o casamento os uniu definitivamente. Logo, as decisões no âmbito familiar devem ser tomadas em conjunto, com a aprovação do marido e da mulher. Este processo, além de exigir oração e conhecimento da Palavra, demanda uma ampla discussão pelo casal das possíveis conseqüências das decisões que serão tomadas.

Os pais também são uma possível fonte para aconselhamento. A Bíblia nos exorta a honrá-los e, eles são pessoas, em princípio, confiáveis, pois desejam o nosso bem. No entanto, há que se tomar cuidado quanto a possíveis divergências de opinião entre pais e cônjuges ou quando em está em jogo bens pertencentes à família. É sempre bom lembrar que as fontes de aconselhamento não decidem, apenas aconselham. A decisão final sempre será daquele que toma conselho. Ele deverá pesar os prós e contras e submeter a Deus sua decisão em oração.

A Bíblia nos exorta a evitar o conselho do ímpio: “Como é feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios,...” (Sl 1.1). Portanto devemos ser bastante criteriosos quando nos aconselharmos com uma pessoa que reconhecidamente não tem uma relacionamento com Deus. É possível fazermos uma consulta, até porque ela pode envolver elementos técnicos que sejam objeto do conhecimento desta pessoa. Mas a decisão final deve envolver pessoas nitidamente qualificadas nos outros aspectos acima mencionados.

E desejável evitarmos o conselho de pessoas que serão de alguma forma beneficiadas com nossa decisão, pois elas provavelmente serão tendenciosas em seus conselhos. Por exemplo, se necessitamos comprar um carro, devemos evitar o conselho de um vendedor, pois tenderá a argumentar a favor da compra. A consulta a pessoas independentes será mais apropriada, pois não guarda relação com eventuais ganhos financeiros ou de outra ordem.